Saboreando a Helios.


Estas 2 fotos aqui mostradas foram feitas depois de uma conversa com um amigo que mora lá em João Pessoa-PB, o Marcos Borges Filho.

Hé cerca de 1 ou 2 anos atrás eu ganhei de outro amigo, o Pikyto, uma Zenit 122 com uma Helios 44M7.

A máquina tinha sido usada por ele anos atrás e usada também quando suas filhas estavam aprendendo a fotografar e estava encostada na casa dele há coisa de anos.

Usei-a durante algum tempo, inclusive fazendo fotos muito bacanas e depois presenteei-a ao Marcos.

Freqüentamos uma sala destinada a lentes mecânicas no fórum DigiForum e a gente sempre comenta sobre o poder de fogo da Helios, uma lente que eu gosto demais, principalmente no que diz respeito a imagem que produz, que não deve em nada a muita lente famosa que existe por aí.

Me lembrei das conversas com o Marcos e outros amigos e fiz as 2 imagens ontem de noite.

Novamente a lente surpreendeu; é realmente uma das que eu mais gosto.

A minha versão é a 44M6.

No Blog Lentes mecânicas em DSLR existe um review sobre ela feito pelo Ivan.

“Qualidade Zeiss!”

“Qualidade Zeiss!”.

É uma expressão que a gente sempre lê ou ouve quando se trata de equipamentos fotográficos e quando quer se traduzir em poucas palavras o quesito excelência.

Muitas vezes a simples frase já é bem chamativa e passamos a nos perguntar se realmente uma outra expressão faz sentido: “ … quem tem fama deita na cama” … que significa a confirmação de certas situações.

Bem, eu sou cético na maior parte das vezes e sou como Santo Tomé, tenho de ver pra crer.

Usando constantemente lentes da qualidade da Helios e da Takumar, me parecia suficientemente expansivo o preço que se cobra pelas lentes Zeiss.

Minha curiosidade era grande, mas a falta de coragem e o preço mais barato por lentes que são ótimas, como as descritas acima, me impediam de investir cerca de R$ 600,00 em uma lente Zeiss.

Paguei pra ver e comprei uma.

De princípio, achei uma ótima lente, boa de manusear, boa de focar e com qualidade igualmente boa … mas não excepcional como descreviam reviews e opiniões encontradas em fóruns e listas de discussões.

Na verdade não havia de minha parte arrependimento, mas havia uma dúvida se a lente era realmente tudo aquilo que descreviam.

Comecei a usá-la sistematicamente, praticamente só fotografava com a lente e comecei a pegar o jeito dela … e aí veio a constatação …

A lente, e por conseguinte a ótica Zeiss, é realmente uma coisa absurda.

Nas últimas semanas fotografei com certa regulariade e produzi algumas imagens que, olhando bem calmamente, produzem um resultado que me parece superior quando comparadas com outras lentes.

As imagens abaixo publicadas são a prova que eu precisava para me sucumbir ao que tinha lido.

Cada uma com uma particularidade diferente dependendo das condições de luz em que foram feitas, mas todas elas com resultados estupidamente bons, para não dizer excelente.

Na foto abaixo nota-se o brilho na pele e os detalhes de nitidez surpreendente no cabelo e na garrafa de refrigerante, por exemplo.
Os vincos da camisa e os detalhes do prato metálico sobre a mesa.

A foto abaixo surpreende por detalhes como a cor da pele avermelhada, de minha sobrinha recém-nascida, algo característico em nenêns.
As diferenças sutis do branco e do bege dos vestuários do hospital, a transparência do berço, os detalhes dos bordados do travesseiro e do ‘amassado’ das roupas.

Na foto a seguir o suor do trabalhador, a fumaça do objeto que queima a pele do animal quando marca-o, a barba cerrada em tons brancos e escuros, os rasgados do boné, os diferentes tons de preto e marrons no couro do animal.

Na próxima é incrível notar as rugas bem demarcadas, as pintas nos braços, a nitidez da expressão da senhora e o emblema da marca do refrigerante muito bem delineado.

São apenas exemplos da capacidade de reter detalhes que a lente demonstra e produz.
A nitidez abundante, os contrastes certos e os desfoques suaves.

Se a Zeiss conquistou ao longo do tempo uma fama de marca conceituada e sinônimo de qualidade não foi à toa.

Bastou um par de meses e ‘meia-dúzia’ de fotos para que eu me rendesse.

É … “quem tem fama deita na cama.” … ou … “Qualidade Zeiss!”

Captura: Carl Zeiss Jena Flektogon 35/2.4.

Industar 50-2/3.5.

Uma lente pancake, que parece de brinquedos e tem ótimas respostas em luzes duras e secas.

Aqui 2 fotos feitas com ela.

Na foto 1, abaixo, a “secura” da luz do meio do dia, com as texturas do 1º plano muito bonitas.
Contrastes fortes, cores ‘pesadas’ e muita retenção dos detalhes.

Na foto 2, a seguir, a beleza dos tons pb, numa foto feita em iso 6400 com uma Sony Alpha 700.

Maravilha de lente, com o fato positivo de ser ótima no quesito portabilidade.

Uma foto da lente:

SMC Takumar 50/1.4 – Foco, desfoques, cores e nitidez.

No início de Novembro de 2010 iniciei uma pequena reforma em meu apartamento.
Neste período por impossibilidade de ficar em casa fui obrigado a mudar para a casa de meus pais.
Usei a estadia por lá para fazer coisas que não fazia com tanta freqüência:

1- Fotografar o dia a dia de minha família, e;
2- Usar uma das melhores lentes que tenho, mas que pouco usava, a Super Multi-Coated Takumar 50/1.4.

É uma lente de qualidade superior e muito afamada entre os usuários que a possuem.
Dona de características muito bacanas como a alta saturação, a lente possui muito mais do que se imagina.

O titulo do post já denuncia o que pretendo dizer.
Algumas fotos falam por si só e o testemunho apenas confirma a fama.

Além disto é boa de pegada, bem construída e leve, o que permite o uso em baixas velocidades sem problema algum (é fácil para mim usá-la em 1/15 ou 1/10 sem tremores).

Abaixo algumas fotos (que podem ser encontradas em meu Multiply, onde existem outras) mostrando certas características ditas anteriormente:

Como o blog também versa sobre lentes e sendo eu um usuário de lentes mecânicas, fica a dica e a conclusão de ter em mãos um equipamento de padrão superior a custo relativamente ínfimo.

Retratos com a Jupiter 9.

Não sei se já mencionei anteriormente aqui, mas há alguns meses (ou anos) eu buscava uma lente manual para retratos que fosse relativamente barata e que me desse resultados bons.
Minha primeira opção era a SMC Takumar 85/1.8, mas era expansivamente rara e cara, o que me desestimulou.
Pesquisando em sites relacionados e principalmente com o Ivan cheguei na Jupiter 9.
O próprio Ivan, um estudioso de fotografia e profundo conhecedor destas lentes havia me falado em ela ser soft e de pouco contraste em grandes aberturas.
Olhando fotos via web esta característica realmente prevaleceu e se confirmou, mas alguma coisa nela me atraía e resolvi pagar pra ver.
O resultado foi que achei uma lente com ótimo custo x benefício para o meu uso e que me atendia totalmente.
Recentemente passei alguns dias na casa de meus pais, que renderam este álbum publicado em meu Multiply.
Fiz vários retratos e novamente me encantei com a lente, reafirmando minha redenção para a ótica Russa, da qual ela provêm e me dando satisfeitíssimo pelo investimento feito.

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Jupiter 9 – dados técnicos

85mm, f/2, montagem M42, filtro 49mm.

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SMC Takumar 50/1.4 x Zeiss Flektogon 35/2.4.

2 lentes que eu tenho usado com certa constância e que se revelam cada vez mais gostadas.
Fáceis de focar, bons contrastes e desfoques maravilhosos.
Ambas as fotos feitas em aberturas máximas, f/1.4 para a STak e f/2.4 para a Flek em ambiente interno, sem flash e tendo como fonte de luz 2 lâmpadas fluorescentes brancas.
A foto da Flek tem pouquíssima edição pós captura, a da STak um pouco mais por ter sido convertida ao pb.
Foco cravado, cores fiéis e contrastes na medida, parece que dá para tocar na pessoa tamanho o volume das sombras e texturas.
Utilizando-se da técnica do UniWB praticamente inexiste ruído; ambas as fotos feitas c iso 1600 e velocidade de 1/60 na STak e 1/40 na Flek (o suficiente para cobrir a diferença das aberturas).
O resultado?
Na minha opinião fantástico; algo que lentes atuais, penso, teriam dificuldades de fazer.

1- SMC Takumar 50/1.4.
2- Zeiss Flektogon 35/2.4.


28-35-50-85

Fiz agora mesmo um rápido teste entre as seguintes lentes:

1- SMC Takumar 28/3.5.
2- Zeiss Flektogon 35/2.4.
3- SMC Takumar 50/1.4.
4- Jupiter 9, 85/2.0.

Minha esposa estava sentada corrigindo alguns exercícios de seus alunos e eu estava na mesma posição em todas as fotos feitas.
Não é exatamente um teste final, mas que serve de base para algumas características interessantes que eu pude observar nas lentes citadas.
Além disto, das descrições que cada uma teve, pelo fato de terem distâncias focais diferentes.

A SMC Takumar 28/3.5 se beneficiou do fato de ser uma GA mais presente e descreveu bem o ambiente num quadro mais amplo, teve bom contraste e adicionou um ruído a mais na cena.
Nada tão expressivo, mas talvez devido ao fato de ter sido usado ISO 3200, pois trabalhava com abertura máxima, f/3.5.

A Flektogon concentrou-se mais na cena e teve uma descrição mais óbvia dela (mais real), pois se comportava mais como uma 50mm real (35 x 1,5 = 52,5mm equivalentes).
Bom contraste, nitidez geral regular, talvez pelo fato de não estar em close a uma parte da cena mais específica, esta característica pode não ter sido tão eficiente.
É uma bela lente, como comprovado em ouras oportunidades, mas que aqui não se beneficiou da luz ambiente e nem demonstrou de forma eficaz sua nitidez … não achei ruim, mas poderia ter sido melhor.

A SMC Takumar 50/1.4 foi a melhor.
Lente afamada, confirmou a excelente nitidez e contraste, além de saturação elevada e linda.
Realmente é uma das lentes que mais gosto, e por curiosidade uso-a muito pouco.
Se beneficia muito da baixa quantidade de luz e satura que é uma maravilha.
Preciso usá-la mais. – rs

A Jupiter 9 foi a que teve pior desempenho.
Tive que usá-la em abertura máxima devido à luz, f/2.0.
É uma lente de DOF muito curto e o foco nestas condições fica prejudicado, além de mostrar pouco contraste, bem soft nesta abertura.
Como tem certa deficiência sobre luz frontal sem pára-sol (eu não o tenho) observa-se alguma perda de contraste, um quase leve flare.
O ideal seria usá-la em 5.6, 6.3, mas a luz não era abundante, portanto …
Demonstrou contaste baixo, mas um boqueh muito bonito, sendo esta uma de suas melhores características, sempre.

Adiconalmente, incluí mais 2 lentes a título de ilustração:

5- Mir 1b, 37/2.8.

6- Helios 44M6, 58/2.0.

Ambas demonstraram imagens parecidas, típicas das lentes Russas, apesar de freqüentemente me surpreender com as imagens geradas pela Helios.
Imagens “secas”, com contrastes fortes e cores bem definidas, alterando-se apenas as distâncias focais e ângulos de visão.

Vale lembrar que as opiniões postadas aqui são impressões pessoais e que dizem respeito unicamente ao autor.

Zeiss Flektogon 35/2.4.

O nome é bem mais pomposo: Carl Zeiss Jena DDR MC Flektogon 35/2.4.
Dei uma abreviada para não ficar tão “elite”. – rs

O interessante destas lentes no sistema cropado das digitais é o fato de podermos usá-las como uma quase 50mm, considerando o sistema de quadro inteiro (Full Frame).
Esta Flektogon seria uma 52,5mm equivalentes (35mm x 1,5 do fator de crop correspondente em minha câmera).

O que acho legal é o fato de se ter uma 50mm equivalente que conserva as características de uma GA, que é o que realmente ela é no sistema Full Frame.
Como eu gosto muitíssimo da linguagem GA foi unir o útil ao agradável.

É uma lente afamada nos vários review’s que existem na internet.
Dona de belos contrastes e bons desfoques, seria uma lente para se ter facilmente num set de lentes m42 por quem aprecia estas velhas dondocas.

Seria porque uma coisa é proibitiva, o preço.
A faixa de preços de uma lente desta gira em torno de 250-300 dólares no e-bay.

Eu mesmo relutei em comprar uma devido ao preço.

Vivia muito bem com uma Super takumar 35/3.5 (foto 1) e uma Mir 1b 37/2.8 (foto 2), fazendo inclusive fotos que muito me agradam.

1-

2-

Alguns exemplos de fotos feitas por mim com as lentes acima mencionadas:

1.1- Super Takumar 35/3.5.


2.1- Mir 1b 37/2.8.


Mas a gente vai conversando aqui, dialogando ali e a vontade vai aumentando.

Até que tomei coragem e comprei uma … foi caro (cerca de R$ 550,00, já com frete incluso).
Para minha tristeza o tempo não colaborou e na chegada da lente não pude sair para fotografar com ela.
Fiz apenas fotos caseiras, de minha família, e algo me dizia que eu tinha em mãos uma excelente lente,, como diziam os review’s e comentários que eu li.

Achei um barato a lente.
Trazia boas descrições de ambientes, bons tons e bons contrastes.
Desnecessário falar sobre nitidez.

E era também boa para retratos, conforme fotos abaixo.

Além disto, o fato de ser mais clara que as que eu tinha, é f/2.4, o que facilitava e muito minha vida, visto que não sou adepto do uso de flash.
Os testes que fiz para controle de desfoque (Boqueh), mostrados abaixo, me agradaram bastante e só faltava mesmo ir à campo obter fotografias em boas condições, ou seja, luz abundante e que me possibilitassem trabalhar da forma que gosto.



Até que nesta 5ª feira última, 23-09-10, saí e levei a câmera com a Flektogon, aproveitando para captar algumas imagens.
Foi surpreendente e me senti satisfeito por ter feito uma compra que valeu à pena, mesmo pagando caro para os padrões que eu desejo gastar em lentes fotográficas … algumas vezes temos mesmo que pagar um preço mais caro.
As opiniões que eu tinha lido bateram e a lente me mostrou cores lindas, contrastes na medida exata e descrições muito eficientes dos assuntos fotografados, conforme mostram as fotos abaixo.

Não sei ainda se é o caso de vender a Super Takumar 35/3.5 e/ou a Mir 1b.
Esta última uma lente que eu realmente adoro, principalmente para luzes com contrastes bem secos e duros.

Mas em um eventual pensamento de redução de set de lentes, temo por estas duas últimas.
Espero não precisar fazer isto. – rs

Finalizando, fotos com a dita cuja.

3- Carl Zeiss Jena DDR MC Flektogon 35/2.4.

O site de lentes mecânicas Manual Focus Lenses – http://www.mflenses.com/ – possui review’s confiáveis sobre as lentes citadas aqui.
Não encontrei, entretanto, o review da Super Takumar 35/3.5.
Mas no link abaixo tem a lista completa dos modelos já fabricados das Pentax/Takumar, com review’s de alguns modelos, o que dá para tirar como base visto o comportamento quase homogêneo de alguns modelos do mesmo fabricante.

1- Review da Zeiss Flektogon 35/2.4:http://www.mflenses.com/carl-zeiss-jena-flektogon-35mm-f24-mc-lens-review.html
2- Review da Mir 1b 37/2.8: http://www.mflenses.com/mir-1b-37mm-f28-m42-lens-review.html
3- Review da Super Takumar 35/3.5 não encontrado.
4- Lista completa e review’s de alguns modelos do fabricante Pentax/Takumar:http://www.mflenses.com/pentaxtakumar-list.html

Jupiter 9.

Jupiter 9, 85mm, f/2.0.

Cópia Russa da Zeiss Sonar 85 f/2, para uso na baioneta de rosca m42.

Na verdade eu buscava por uma Takumar 85/1.8, mas era expansivamente cara e rara, e algo que não pretendo é gastar quantias expansivas com material fotográfico.

Pesquisando um pouco mais me deparei com a Jupiter 9, uma lente de concepção Russa bem conceituada nos review’s que eu li.

Nas minhas pesquisas li algumas opiniões sobre ser uma lente de pouco contraste e soft em aberturas maiores.

Na verdade eu não tive esta impressão depois do uso.

O que eu percebi foi que ela na verdade tem o dof curto em qualquer de suas aberturas, que variam entre f/2 e f/16, provavelmente por ter sua concepção de fabricação voltada para retratos, onde desfoques são primordiais.

E a Jupiter 9 promove desfoques maravilhosos.

Como buscava uma lente para este uso específico e por ser relativamente barata, foi a opção que encontrei a ‘custo x benefício’ bem acessível (cerca de US$ 150,00, já com custo de envio, comprado no site e-bay).

E tenho gostado bastante de fotografar com ela.

Como incoveniente o fato de ser bem sujeita à Flares sob luz frontal (perceptível na foto 2), algo que se corrige facilmente com o uso de um pára-sol.

Possui um anel preset que facilita bastante o sistema de focagem quando usada em aberturas menores.

Com anéis adaptadores corretos pode facilmente ser usada nas câmeras digitais atuais.

Uso-a atualmente numa câmera Sony, modela Alpha 700.